Sou daqui
quero ser daqui
aqui falam a minha língua
e a minha língua é tudo o que sou
não sei onde estou
Um pouco do tudo, e o tudo de um pouco. (este é o meu blog pseudo-intelectual)
sábado, dezembro 12, 2015
quinta-feira, dezembro 10, 2015
No Tejo aprendi a nadar
a sua corrente multiplica-me o espaço
e deixa que aprecie a viagem
distanciando as coisas
para a mesma medida de cansaço
No Tejo aprendi a mergulhar
a sua profundidade amplia-me a dimensão
e deixa que aprecie o que é dado
na apneia já sem ar
para o aumento da pressão
No Tejo aprendi a flutuar
a sua densidade garante-me o sustento
e deixa que aprecie o céu
com a incerteza de um rumo
para um corpo sem alento
a sua corrente multiplica-me o espaço
e deixa que aprecie a viagem
distanciando as coisas
para a mesma medida de cansaço
No Tejo aprendi a mergulhar
a sua profundidade amplia-me a dimensão
e deixa que aprecie o que é dado
na apneia já sem ar
para o aumento da pressão
No Tejo aprendi a flutuar
a sua densidade garante-me o sustento
e deixa que aprecie o céu
com a incerteza de um rumo
para um corpo sem alento
quinta-feira, novembro 26, 2015
estacionamos num mês frio
a nossa carne de Verão
na margem lada do Tejo
(estávamos aproximadamente sós no plano geral das coisas que não se vêm)
embalados pelo fogo
pairamos na superfície das águas
e deixamo-nos levar pela sua frescura
(naquele tempo não podiamos saber de onde nos vinha a inspiração)
em gestos serenos
buscámos sem rumo
o som da palavra desconhecida
(amor)
a nossa carne de Verão
na margem lada do Tejo
(estávamos aproximadamente sós no plano geral das coisas que não se vêm)
embalados pelo fogo
pairamos na superfície das águas
e deixamo-nos levar pela sua frescura
(naquele tempo não podiamos saber de onde nos vinha a inspiração)
em gestos serenos
buscámos sem rumo
o som da palavra desconhecida
(amor)
terça-feira, novembro 24, 2015
sexta-feira, novembro 20, 2015
automatizamos a chatice
é importante que seja fácil
fizemo-la neta da luz
é importante que seja rápida
ensinamo-la a escalar
é importante que seja grande
e a contar os passos do tempo
é importante que seja urgente;
connosco aprendeu a esquecer
é importante que seja catástofre
ainda me lembro de quando tudo era mais leve
do tempo em que os dias não eram trazidos pela chatice
e o meu despertar não acontecia com a força do seu peso
agora vou a correr para o trabalho
comunicar de forma intuitiva
sem deixar ninguém à espera
algo que funcione para toda a gente
e que já devia estar acabado;
com a chatice fui deixando de mergulhar
no rio que ainda passa
é importante que seja fácil
fizemo-la neta da luz
é importante que seja rápida
ensinamo-la a escalar
é importante que seja grande
e a contar os passos do tempo
é importante que seja urgente;
connosco aprendeu a esquecer
é importante que seja catástofre
ainda me lembro de quando tudo era mais leve
do tempo em que os dias não eram trazidos pela chatice
e o meu despertar não acontecia com a força do seu peso
agora vou a correr para o trabalho
comunicar de forma intuitiva
sem deixar ninguém à espera
algo que funcione para toda a gente
e que já devia estar acabado;
com a chatice fui deixando de mergulhar
no rio que ainda passa
quinta-feira, novembro 19, 2015
de muito longe conhece o Tejo
as cidades por onde passa
não como uma lembrança
das que têm quem nelas habita
a extrema solidão do vento
que sopra a passagem dos dias
mas com a precisão
de quem as fez nascer
para serem maiores do que nós
na sua história de amor
de muito longe vem o rio
que agora aqui desagua
as cidades por onde passa
não como uma lembrança
das que têm quem nelas habita
a extrema solidão do vento
que sopra a passagem dos dias
mas com a precisão
de quem as fez nascer
para serem maiores do que nós
na sua história de amor
de muito longe vem o rio
que agora aqui desagua
terça-feira, novembro 17, 2015
sábado, outubro 24, 2015
terça-feira, agosto 18, 2015
Soprou-me Agosto
na face do Tejo
e fui quem desejava ter sido
esse ser fresco e pueril
que deixa as intenções para os barcos
e os objectivos para os grandes cargueiros
de contentores
soprou-me essa brisa calma de uma vela
foi ela quem me fez
a aragem mãe
de todas as manhãs
agora abro as janelas da minha casa
vou até à varanda do meu escritório
e anseio que a minha habitação
seja o estuário da sua sabedoria
na face do Tejo
e fui quem desejava ter sido
esse ser fresco e pueril
que deixa as intenções para os barcos
e os objectivos para os grandes cargueiros
de contentores
soprou-me essa brisa calma de uma vela
foi ela quem me fez
a aragem mãe
de todas as manhãs
agora abro as janelas da minha casa
vou até à varanda do meu escritório
e anseio que a minha habitação
seja o estuário da sua sabedoria
quinta-feira, julho 30, 2015
Vi o Tejo ao fundo
com a sua calma milenar
e seu silêncio mineral
preferiu continuar a passar
enquanto de longe o olhava
esse momento guardou perto
na pedra da sua saudade
e seu silêncio mineral
preferiu continuar a passar
enquanto de longe o olhava
esse momento guardou perto
na pedra da sua saudade
sexta-feira, julho 03, 2015
Na velha cantiga de saber amar
a vida
é a chuva dos dias trazida pelo calor dos anos
lágrimas que regam o coração seco pela idade
um ligeiro esgar no sopro da imensa sabedoria
oculto no tempo pelas nuvens do imediato
(já estou atrasado para o trabalho)
é a chuva dos dias trazida pelo calor dos anos
lágrimas que regam o coração seco pela idade
um ligeiro esgar no sopro da imensa sabedoria
oculto no tempo pelas nuvens do imediato
(já estou atrasado para o trabalho)
quinta-feira, abril 30, 2015
entre (tanto)
três crianças sentadas nas escadas de uma rua familiar
gritam o teu nome
chamam por ti
querem-te dizer coisas importantes que não sabes
coisas das quais a tua vida depende por mistérios subtis
não as ignores só porque é noite
e o sol volta a nascer amanhã
como sempre nasceu
para todas as grandes e maravilhosas espécies
já extintas
gritam o teu nome
chamam por ti
querem-te dizer coisas importantes que não sabes
coisas das quais a tua vida depende por mistérios subtis
não as ignores só porque é noite
e o sol volta a nascer amanhã
como sempre nasceu
para todas as grandes e maravilhosas espécies
já extintas
segunda-feira, abril 06, 2015
Versículo do Livro
Porque
o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos
animais; a mesma coisa lhes sucede: como morre um, assim morre o outro,
todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é
nenhuma, porque todos são vaidade.
Eclesiastes 3:19
Eclesiastes 3:19
quinta-feira, março 26, 2015
entre tanto
vida vida vida vida vida vida vida vida vida sucesso vida vida vida sucesso vida vida vida vida vida posteridade vida vida sucesso vida vida vida vida vida vida vida vida legado vida sucesso sucesso vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida sucesso vida vida vida
morte
morte
terça-feira, março 24, 2015
sábado, dezembro 20, 2014
Nada
Não há aqui nada para ver
mais vale ires à tua vida
dedicar-te aos teus afazeres
porque aqui não há nada
o que aqui houve
já foi visto por olhos tristes
habituados às dimensões infinitas do dia-a-dia
mas agora não há nada
absolutamente nada
daqui até ao infinito
infinitamente nada
por isso vai-te embora
e esquece o dia em que aqui houve algo
o dia em que me pus na natureza
a ouvir a terra
à escuta
do seu riso e cântico
do seu vibrar dentro de mim
aí, quando me lembrou
que nem tempo sou
apenas e só
pó
apenas isso
nada
mais vale ires à tua vida
dedicar-te aos teus afazeres
porque aqui não há nada
o que aqui houve
já foi visto por olhos tristes
habituados às dimensões infinitas do dia-a-dia
mas agora não há nada
absolutamente nada
daqui até ao infinito
infinitamente nada
por isso vai-te embora
e esquece o dia em que aqui houve algo
o dia em que me pus na natureza
a ouvir a terra
à escuta
do seu riso e cântico
do seu vibrar dentro de mim
aí, quando me lembrou
que nem tempo sou
apenas e só
pó
apenas isso
nada
quinta-feira, novembro 13, 2014
Tudo ou nada
Hoje cheira-me a tudo,
mas sabe-me a nada.
Quantos tudos há em nada
Quando nado em tudo ?
mas sabe-me a nada.
Quantos tudos há em nada
Quando nado em tudo ?
sábado, agosto 30, 2014
quarta-feira, março 26, 2014
Escrevo
Escrevo porque Inferno
porque posso ou não
e o quê
sei lá
se me doi
e então
e a sorte dos dias difíceis
e o fluxo da labareda
que me consome por dentro
o vinho tinto numa garrafa
o meu iate no mosto
e o frágil fogo sempre aceso
que não se corta
mas se abafa
porque posso ou não
e o quê
sei lá
se me doi
e então
e a sorte dos dias difíceis
e o fluxo da labareda
que me consome por dentro
o vinho tinto numa garrafa
o meu iate no mosto
e o frágil fogo sempre aceso
que não se corta
mas se abafa
quarta-feira, setembro 21, 2011
sou um adulto
ando sozinho nas ruas
tambem tenho um carro
trabalho
compro o que quero com o meu dinheiro
tenho uma casa
faço a minha comida
e como o que quero
tenho roupas fixes
falo de coisas importantes com amigos
e faço aquela cara compreensiva de quem tem em si todo o potencial para mudar o mundo
sou um adulto
e aprendi que nesta vida
o importante é estar agradecido
obrigado
ando sozinho nas ruas
tambem tenho um carro
trabalho
compro o que quero com o meu dinheiro
tenho uma casa
faço a minha comida
e como o que quero
tenho roupas fixes
falo de coisas importantes com amigos
e faço aquela cara compreensiva de quem tem em si todo o potencial para mudar o mundo
sou um adulto
e aprendi que nesta vida
o importante é estar agradecido
obrigado
terça-feira, julho 26, 2011
segunda-feira, julho 25, 2011
sábado, julho 23, 2011
torto
ainda sufocado
arfando agarrado
ao pó agregado
que deixa a sua marca
nas veias do pescoço
maltratado
por onde flui a criatividade
bocado
a bocado
visão de terra
e seus mistérios
à qual nos agarrámos
qual barco naufragado
sente agora pois
o cordão umbilical
seu duro apertar
que turva as ideias
e não deixa criar
pois no seu espaço
ouvem-se apenas os duros cascos
raciocínio
paços
a rodopiar
ó homem do futuro
subnutrido
do fruto
da terra
da dádiva divina
grão-poesia
Pára!
escuta as palavras
sente o seu pulsar
telurico
no cando
ainda sufocado
arfando agarrado
ao pó agregado
que deixa a sua marca
nas veias do pescoço
maltratado
por onde flui a criatividade
bocado
a bocado
visão de terra
e seus mistérios
à qual nos agarrámos
qual barco naufragado
sente agora pois
o cordão umbilical
seu duro apertar
que turva as ideias
e não deixa criar
pois no seu espaço
ouvem-se apenas os duros cascos
raciocínio
paços
a rodopiar
ó homem do futuro
subnutrido
do fruto
da terra
da dádiva divina
grão-poesia
Pára!
escuta as palavras
sente o seu pulsar
telurico
no cando
quinta-feira, julho 21, 2011
o som do progresso
vibra como um trompete
suave quase
exausto
dança no baloiço
ritmado do tempo
da morte do homem-máquina
homem-sorriso pelo seu fim
que se ri no crescendo
prol tecnologia prol natureza
o seu grito entra nos timpanos
a criatividade acelera
morre! morre!
e a seu tempo és tu
a sua bala imparável
que te fura os miolos
e pinta esta parede
poesia
vibra como um trompete
suave quase
exausto
dança no baloiço
ritmado do tempo
da morte do homem-máquina
homem-sorriso pelo seu fim
que se ri no crescendo
prol tecnologia prol natureza
o seu grito entra nos timpanos
a criatividade acelera
morre! morre!
e a seu tempo és tu
a sua bala imparável
que te fura os miolos
e pinta esta parede
poesia
quinta-feira, julho 14, 2011
segunda-feira, maio 16, 2011
quis eu dizer:
vivemos paralisia
tanta escolha pra fazer
neste corpo incendiado
de músculo e húmus
da terra
que Chorou e Sorriu
largou uma lágrima
e uma gargalhada
que em nós espargiu
este sopro
que agora bate
e pouco quer saber
da terra
Já te sentaste ao largo da linha de comboio à espera que este passe ?
nessa espera já sentiste o sol a queimar a pele que de tanto te protege ?
nesse instante sentiste o tempo a parar ?
senta-te, sente-te, e colhe o sopro que passa
à medida que passa
o comboio na linha
põe-te de pé
sacode o pó
enquanto podes
deixa de mentir
anda, ama
-te
pouca-terra
pouca-terra
pouca-terra
vivemos paralisia
tanta escolha pra fazer
neste corpo incendiado
de músculo e húmus
da terra
que Chorou e Sorriu
largou uma lágrima
e uma gargalhada
que em nós espargiu
este sopro
que agora bate
e pouco quer saber
da terra
Já te sentaste ao largo da linha de comboio à espera que este passe ?
nessa espera já sentiste o sol a queimar a pele que de tanto te protege ?
nesse instante sentiste o tempo a parar ?
senta-te, sente-te, e colhe o sopro que passa
à medida que passa
o comboio na linha
põe-te de pé
sacode o pó
enquanto podes
deixa de mentir
anda, ama
-te
pouca-terra
pouca-terra
pouca-terra
terça-feira, maio 03, 2011
sábado, janeiro 08, 2011
Soube que disseste
que gostavas de caminhos
e que caminhavas queimando
fogos de outrora
a arte da luz,
fotografia,
a luz
de agora
e um amor
que sinto no teu olhar:
esse brilho que queima
neste coração
que palpita em dois dígitos
entre tantos caminhos
até ti, o labirinto
que percorro caminhando
e amando
ferozmente
tu
joana
fotógrafa
que gostavas de caminhos
e que caminhavas queimando
fogos de outrora
a arte da luz,
fotografia,
a luz
de agora
e um amor
que sinto no teu olhar:
esse brilho que queima
neste coração
que palpita em dois dígitos
entre tantos caminhos
até ti, o labirinto
que percorro caminhando
e amando
ferozmente
tu
joana
fotógrafa
quarta-feira, julho 21, 2010
terça-feira, julho 20, 2010
sexta-feira, julho 16, 2010
a nossa vida
fica cheia de caruncho
quando a seiva do amor
não flui
nos nossos planos
que estalam como madeira seca
quando não os regamos
com sopros de loucura
para que assistamos
ao nosso castelo
minado de aborrecimento
que seco rui
todo
e sem qualquer verniz
o que nos tolda a hesitação
é a sombra de um medo
de que nada perdura
assente no alicerce
eu, tu
sabedoria, loucura
terça-feira, julho 13, 2010
domingo, julho 11, 2010
sábado, julho 10, 2010
quarta-feira, julho 07, 2010
transmite o teu olhar
o som
dessa brisa que passa
cujo frio clama pelo abrigo de um beijo
e olhamos
Há uma certa latência na nossa comunicação
e beijamo-nos
longe do ruído que nos entope os sentidos
pois aí
longe,
todas as tuas qualidades
despertam em mim
o homem que sou
********************************************
o som
dessa brisa que passa
cujo frio clama pelo abrigo de um beijo
e olhamos
Há uma certa latência na nossa comunicação
e beijamo-nos
longe do ruído que nos entope os sentidos
pois aí
longe,
todas as tuas qualidades
despertam em mim
o homem que sou
********************************************
segunda-feira, junho 28, 2010
sou parco
e deito-me aqui à espera que a luz me acorde
aguardando num sonho
meio parado
durmo,
até que o meu cálice transborde
pois quando essa medida vem
anseio leve
levanto-me ofuscado com a vida
deambulo nas suas odes
alimentado pelo perdão
da graça de mais um dia
e reparo que aqui
há cada vez menos de mim
em mim
obrigado
e deito-me aqui à espera que a luz me acorde
aguardando num sonho
meio parado
durmo,
até que o meu cálice transborde
pois quando essa medida vem
anseio leve
levanto-me ofuscado com a vida
deambulo nas suas odes
alimentado pelo perdão
da graça de mais um dia
e reparo que aqui
há cada vez menos de mim
em mim
obrigado
terça-feira, maio 18, 2010
Podia aqui dizer
que esses teus olhos
me prendem vidrado
e com sua beleza profunda
tornam tudo incolor
aqui deste lado.
Podia até escrever
que esses teus lábios
ósculam de prazer
palavras que soltam
pedacinhos de ti
directamente para o meu ser
Podia mesmo cantar
ao ritmo dos teus cabelos
no tom da sua vibração
um tema profundo de mistérios
do fundo do meu coração
Mas não canto
não escrevo,
não digo
pois tudo isto
são assuntos sérios...
que esses teus olhos
me prendem vidrado
e com sua beleza profunda
tornam tudo incolor
aqui deste lado.
Podia até escrever
que esses teus lábios
ósculam de prazer
palavras que soltam
pedacinhos de ti
directamente para o meu ser
Podia mesmo cantar
ao ritmo dos teus cabelos
no tom da sua vibração
um tema profundo de mistérios
do fundo do meu coração
Mas não canto
não escrevo,
não digo
pois tudo isto
são assuntos sérios...
sexta-feira, abril 10, 2009
sábado, março 01, 2008
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Solta, leve, gritante
É a semiótica de meu coração
que reclama sem fim
os retratos da recordação
que despertam em mim
o mais longo suspiro
do mais longo desejo
do mais longo abrigo
no mais longo beijo
molhado de caricias
nesse transbordar que tanto aquece
onde em tantas delícias
até das horas o tempo se esquece
É a semiótica de meu coração
que reclama sem fim
os retratos da recordação
que despertam em mim
o mais longo suspiro
do mais longo desejo
do mais longo abrigo
no mais longo beijo
molhado de caricias
nesse transbordar que tanto aquece
onde em tantas delícias
até das horas o tempo se esquece
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
terça-feira, janeiro 22, 2008
Aos poetas:

100 anos a construir o nosso futuro
e depois nada, e nada muda
pessoa, gedeão, torga, andrade...
palavras emparedadas, o velho muro
coagidas e limitadas
às teias delineadas
nessa grande exploração
de seu perfeito sentido
nos fios da imaginação
cingimo-nos das amarras
com que prendemos as palavras
ao percorrer com originalidade
sempre os velhos trâmites
da insaciável criatividade
que nesta grande infusão
prendendo tantas palavras
nos vai dizendo que nos ama
e lentamente consumindo
a nossa luz,
a nossa chama

100 anos a construir o nosso futuro
e depois nada, e nada muda
pessoa, gedeão, torga, andrade...
palavras emparedadas, o velho muro
coagidas e limitadas
às teias delineadas
nessa grande exploração
de seu perfeito sentido
nos fios da imaginação
cingimo-nos das amarras
com que prendemos as palavras
ao percorrer com originalidade
sempre os velhos trâmites
da insaciável criatividade
que nesta grande infusão
prendendo tantas palavras
nos vai dizendo que nos ama
e lentamente consumindo
a nossa luz,
a nossa chama
sábado, janeiro 05, 2008
Sente-se na
liberdade
um certo travo amargo
de despedida,
pois onde haviam amarras
agora há
liberdade
uma certa humildade
da leveza,
pois onde o fardo pesava
agora há
liberdade
uma certa frescura
de novidade,
pois em tudo velho
agora há
liberdade
um certo suspiro
de descanso,
pois onde havia tensão
agora há
liberdade
uma certa culpa
do adiar
pois onde era inevitável
agora há
liberdade
um certo esguio
de todos os gritos alguma vez libertados
pois onde
agora há
liberdade
muita coisa
ainda por libertar
há
liberdade
um certo travo amargo
de despedida,
pois onde haviam amarras
agora há
liberdade
uma certa humildade
da leveza,
pois onde o fardo pesava
agora há
liberdade
uma certa frescura
de novidade,
pois em tudo velho
agora há
liberdade
um certo suspiro
de descanso,
pois onde havia tensão
agora há
liberdade
uma certa culpa
do adiar
pois onde era inevitável
agora há
liberdade
um certo esguio
de todos os gritos alguma vez libertados
pois onde
agora há
liberdade
muita coisa
ainda por libertar
há
domingo, junho 17, 2007
domingo, maio 27, 2007
quinta-feira, maio 24, 2007
doces momentos,
passam pelas paredes
do túnel do tempo
e rebocam as situações
em que a luz faltou
com belos sentimentos
http://www.youtube.com/watch?v=JUxVUWm2Wv8
passam pelas paredes
do túnel do tempo
e rebocam as situações
em que a luz faltou
com belos sentimentos
http://www.youtube.com/watch?v=JUxVUWm2Wv8
quinta-feira, maio 10, 2007
Tua face
porto de belas trocas
onde barcos se carregam
da beleza que transportas
Teus olhos
janelas desse mar
profundo de tranquilidade
onde me perco ao mergulhar
Tua boca
ponte de teu rio
soa a vida e teus poemas
suaves gestos de cicio
Teus cabelos
rasgos de criatividade
exposições de teu pensar
alegórica originalidade
Teus passos
ponderados
com quem se cruzarão ?
porto de belas trocas
onde barcos se carregam
da beleza que transportas
Teus olhos
janelas desse mar
profundo de tranquilidade
onde me perco ao mergulhar
Tua boca
ponte de teu rio
soa a vida e teus poemas
suaves gestos de cicio
Teus cabelos
rasgos de criatividade
exposições de teu pensar
alegórica originalidade
Teus passos
ponderados
com quem se cruzarão ?
quarta-feira, maio 02, 2007
para mares nunca de antes navegados
fluí com a vida
em rios de sentimentos
de rochas carregados
e nos meandros de águas paradas
senti o ritmo de um saxofone solitário
a leve melodia de um amor traçado
as histórias, rochas sedimentadas
coisas velhas de um passado
como leves gotas de água que caem!
vi gesticulares pássaros a dançar
nesse fio de vento
que cobre terra, que cobre o mar
pinturas de sublime imaginação
coisas da vida, belezas da criação
e eu e tu, dispersos a sonhar
ahh meu amor! ...
há entre nós um momento
que transporta uma beleza rara
de simples cumplicidade
é um desejo de amar
por aí a amarar
(não há fotografia para este texto, apenas uma música num vídeo a acompanhar)
fluí com a vida
em rios de sentimentos
de rochas carregados
e nos meandros de águas paradas
senti o ritmo de um saxofone solitário
a leve melodia de um amor traçado
as histórias, rochas sedimentadas
coisas velhas de um passado
como leves gotas de água que caem!
vi gesticulares pássaros a dançar
nesse fio de vento
que cobre terra, que cobre o mar
pinturas de sublime imaginação
coisas da vida, belezas da criação
e eu e tu, dispersos a sonhar
ahh meu amor! ...
há entre nós um momento
que transporta uma beleza rara
de simples cumplicidade
é um desejo de amar
por aí a amarar
(não há fotografia para este texto, apenas uma música num vídeo a acompanhar)
domingo, abril 29, 2007
Esse leve escoar de tempo
que nos transporta
pelo longo caminho da liberdade
onde nos cruzamos
nos encontramos
falamos
das coisas que o tempo mudou
o sabor do pão que se altera
e tantas outras maravilhas
que Deus assim criou
conta-me uma história de uma vida
a história da tua vida
pinta-a de simplicidade
veste-a de vitórias
calça-a de humildade
e montemos resistência
forte de luta nessa rocha
porto comum de abrigo
às prisões da rotina
e lutando e resistindo
é resistir é vencer

liberdade
que nos transporta
pelo longo caminho da liberdade
onde nos cruzamos
nos encontramos
falamos
das coisas que o tempo mudou
o sabor do pão que se altera
e tantas outras maravilhas
que Deus assim criou
conta-me uma história de uma vida
a história da tua vida
pinta-a de simplicidade
veste-a de vitórias
calça-a de humildade
e montemos resistência
forte de luta nessa rocha
porto comum de abrigo
às prisões da rotina
e lutando e resistindo
é resistir é vencer

liberdade
quinta-feira, abril 26, 2007
quinta-feira, abril 19, 2007
sexta-feira, abril 06, 2007
quinta-feira, abril 05, 2007
sexta-feira, março 30, 2007
"Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação." Tiago 1:qualquer coisa...

Hoje: um versículo, uma imagem e algo perfeito. Obrigado paizinho.

Hoje: um versículo, uma imagem e algo perfeito. Obrigado paizinho.
quarta-feira, março 28, 2007
terça-feira, março 27, 2007
meus poemas
são mantas de retalhos
velhos quadros de quem pinta
um destino formal à liberdade
de palavras soltas
assim:
eu, grande ditador
poeta de coração
e outra coisa qualquer
de vocação
umas vezes triste e descontente
outras alegre e sorridente
umas vezes pela vida
e falta de perdão
mas hoje tudo
por amor e paixão

Tive uma ideia: vamos fugir ?
são mantas de retalhos
velhos quadros de quem pinta
um destino formal à liberdade
de palavras soltas
assim:
eu, grande ditador
poeta de coração
e outra coisa qualquer
de vocação
umas vezes triste e descontente
outras alegre e sorridente
umas vezes pela vida
e falta de perdão
mas hoje tudo
por amor e paixão
Tive uma ideia: vamos fugir ?
sexta-feira, março 23, 2007
quinta-feira, março 22, 2007
hoje sonhei contigo
meu amor
abraçada a um carnaval
tocamo-nos,
trocamos gestos
e alimentaste-me desses pedacinhos de ti
eu, pombo
todo de madeira
sacio-me com as migalhas que deixas
que me consomem numa chama
que arde sem se ver
e que toca sem se ouvir
a música deste carnaval
onde se parte mais uma corda
desta velha viola que sou
até quando tocarei a música da vida ?
meu amor
abraçada a um carnaval
tocamo-nos,
trocamos gestos
e alimentaste-me desses pedacinhos de ti
eu, pombo
todo de madeira
sacio-me com as migalhas que deixas
que me consomem numa chama
que arde sem se ver
e que toca sem se ouvir
a música deste carnaval
onde se parte mais uma corda
desta velha viola que sou
até quando tocarei a música da vida ?
segunda-feira, março 19, 2007
encontro-me
n'O sítio onde nasci
sou o grande Alão
que mata e morre mil
vezes 70 vezes 7 vezes
70 vezes 7 vezes
sem fim...
bucólico, anónimo
nesta terra de montes,
que tantas vezes acarto
que tantas vezes percorro

de onde me virá o socorro ?
n'O sítio onde nasci
sou o grande Alão
que mata e morre mil
vezes 70 vezes 7 vezes
70 vezes 7 vezes
sem fim...
bucólico, anónimo
nesta terra de montes,
que tantas vezes acarto
que tantas vezes percorro

de onde me virá o socorro ?
sábado, março 17, 2007
Felicidade
És tão bela e aprazível,
És para nós ambos razão de tristeza
felicidade, um esgar
felicidade, urticante
felicidade, dilacerante
eu feliz,
tu feliz,
eu e tu, infelizes
(hoje quebram-se-me as fotos, deixo porém algum pensar, uma música, e um ligeiro pesar)
A felicidade
És tão bela e aprazível,
És para nós ambos razão de tristeza
felicidade, um esgar
felicidade, urticante
felicidade, dilacerante
eu feliz,
tu feliz,
eu e tu, infelizes
(hoje quebram-se-me as fotos, deixo porém algum pensar, uma música, e um ligeiro pesar)
A felicidade
sexta-feira, janeiro 19, 2007
segunda-feira, dezembro 11, 2006
terça-feira, dezembro 05, 2006
domingo, dezembro 03, 2006
sexta-feira, dezembro 01, 2006
quinta-feira, novembro 23, 2006
terça-feira, agosto 08, 2006
quinta-feira, agosto 03, 2006
quarta-feira, agosto 02, 2006
terça-feira, agosto 01, 2006
sábado, julho 29, 2006
quinta-feira, julho 27, 2006
sexta-feira, julho 21, 2006
quinta-feira, julho 20, 2006
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